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O outro lado da liderança


Fala-se muito sobre o que se espera de um líder. 

Que ele motive. Que ele inspire. Que ele seja exemplo. Que bata metas. Que engaje o time. Que tenha visão estratégica. Que saiba dar feedback. Que não perca o timing. Que tenha empatia, mas que seja firme. Que inove, mas que siga os processos. Que seja acessível, mas jamais vulnerável.

Mas… e o outro lado?

Quem olha para o que o líder vive, de verdade, no dia a dia?

Quem enxerga o isolamento da tomada de decisão, o cansaço da sobrecarga, o peso de ser referência constante, mesmo quando não se sente pronto?

Ser líder é carregar expectativas de todos os lados.

De cima, de baixo, dos lados — e muitas vezes, internas, mais exigentes que qualquer outra.

 A SOLIDÃO DO COMANDO

É fácil apontar quando o líder falha. Mas poucos percebem que muitas dessas falhas vêm da solidão que o cargo impõe.

Enquanto o time tem o líder para apoiar, o líder muitas vezes não tem com quem dividir os dilemas.

Dúvidas que não podem ser levadas à equipe para não gerar insegurança. 

Desabafos que não podem ser feitos à gestão, para não parecer fraqueza.

Conflitos difíceis que precisam ser resolvidos em silêncio, com assertividade e autocontrole.

E mesmo assim, espera-se equilíbrio emocional inabalável.

Liderança sem preparo: um salto no escuro

Nas médias empresas, é comum vermos excelentes profissionais técnicos sendo promovidos a cargos de liderança sem preparo real para lidar com gente.

Eles dominam o produto, o processo, o sistema.

Mas não foram preparados para ouvir, orientar, desenvolver, avaliar, reter, engajar, acolher, corrigir… e ainda manter a performance própria.

É como subir num trem em movimento, tendo que aprender a pilotar sem nunca ter feito o curso.

E o pior: com os passageiros cobrando pontualidade e conforto desde o primeiro minuto.


Pressão de cima, pressão de baixo

Líderes são o elo entre a estratégia e a execução.

Entre a diretoria e o time da ponta.

O problema é que muitas vezes eles recebem metas ambiciosas, prazos curtos, pouca autonomia… e a missão de “fazer acontecer” sem muitos recursos.

Sim, líder bom entrega resultado.

Mas resultado sustentável só vem quando o líder tem clareza, suporte e gente ao lado.

Não adianta colocar o peso de uma operação inteira sobre os ombros do líder e esperar que ele siga motivando o time com um sorriso no rosto.


Gente é desafio. E também é o caminho.

O líder precisa lidar com uma diversidade imensa de perfis:

Gente mais engajada, gente resistente, gente com problemas pessoais, com ambições, com dificuldades emocionais, com falta de autoestima, com excesso de confiança.

Desenvolver pessoas exige técnica, paciência e repertório.

Não é sobre “ter jeito”.

É sobre aprender a fazer.

E continuar aprendendo sempre.

Liderança é um exercício de humanidade — e por isso mesmo, exige suporte contínuo.


Equilibrar expectativas, reter talentos e lidar com quem não entrega

Liderar não é só sobre inspirar.

É também sobre lidar com gente que falta, com quem não entrega, com quem resiste a mudanças, com quem só faz o mínimo.

Ao mesmo tempo, é preciso reter os talentos, reconhecer os que se destacam, dar espaço para quem quer crescer, tudo isso dentro de orçamentos limitados e sob a vigilância constante de quem sempre espera mais.

O líder vira árbitro de expectativas:

Do time que quer mais reconhecimento.

Da empresa que quer mais entrega.

De si mesmo, que quer sobreviver.

Manter o clima organizacional equilibrado enquanto lida com baixa maturidade emocional, falta de comprometimento e escassez de recursos é um trabalho invisível, mas extremamente desgastante.

E muitas vezes, quem está de fora só enxerga quando algo dá errado.

 RH: ou cuida dos líderes ou paga a conta depois

Se tem um papel estratégico que o RH precisa assumir com seriedade é o de cuidar dos líderes.

Treinar. Ouvir. Apoiar. Monitorar. Desafiar. Desenvolver.

Porque líderes bem cuidados cuidam melhor das suas equipes.

Porque líderes conscientes reduzem turnover, evitam conflitos, diminuem o risco de assédio, aumentam produtividade.

Porque líderes são multiplicadores de cultura, para o bem e para o mal.

RH que investe em liderança está cuidando da base da empresa.

RH que negligencia os líderes, muitas vezes está construindo incêndios silenciosos.


Então, fica o convite:

Olhe com mais atenção para o que seus líderes têm vivido.

Converse com eles. Crie espaços de escuta. Ofereça desenvolvimento real. Dê feedbacks de verdade. Entregue ferramentas práticas. Proponha trocas entre líderes.

Eles não precisam saber tudo. Mas precisam saber que não estão sozinhos.

Liderar é difícil. Apoiar quem lidera é urgente.

E você, como RH, tem um poder transformador nas mãos.


Agora que você chegou até aqui…

Se tudo isso fez sentido para você, saiba que você não está sozinha(o).

Muitos RHs estão acordando para o fato de que formar líderes é tão ou mais importante do que contratar bem.

E é exatamente por isso que eu criei o ELEVE – Desenvolvimento de líderes.

Um programa prático, direto ao ponto, feito para preparar líderes das empresas para os desafios do dia a dia.

Sem fórmulas prontas, sem blá-blá-blá. Com metodologia, escuta ativa, ferramentas aplicáveis e acompanhamento real.

Porque liderar não é sobre ter todas as respostas, é sobre saber fazer boas perguntas, aprender com os erros e evoluir com consciência.

Se você quer apoiar seus líderes a crescerem com consistência e sustentarem resultados com mais saúde emocional e clareza, me chama aqui para conversarmos.

Vamos juntos elevar o nível da liderança dentro das empresas?

 
 
 

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