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Mulheres no mercado de trabalho: oportunidade, desafio e o caminho para a liderança


Você sabia que, no ritmo atual, levaremos 123 anos para alcançar a igualdade de gênero no mundo?


Esse dado alarmante está no mais recente relatório Global Gender Gap 2025, publicado pelo Fórum Econômico Mundial e divulgado no Brasil pelo Movimento Mulher 360.

Mais do que um número, ele é um espelho do quanto ainda temos que caminhar — e o convite para que líderes, empresas e instituições deixem de apenas observar o problema e passem a agir com intencionalidade.


Onde estamos hoje?

Mesmo com avanços inegáveis nas últimas décadas, a equidade de gênero ainda é um desafio crônico no mercado de trabalho global — especialmente quando se fala em liderança e alta liderança.

Veja os dados mais recentes:


  • As mulheres representam 41,2% da força de trabalho global;

  • No entanto, ocupam apenas 28,8% dos cargos de liderança;

  • O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking global de igualdade de gênero;

  • Estamos em 1º lugar em acesso à educação, mas em 96º em participação econômica e 70º em representatividade política.


Essa lacuna evidencia um paradoxo gritante: as mulheres estão preparadas, mas não estão sendo promovidas.

Os desafios são estruturais e invisíveis

Falar de equidade de gênero não é apenas discutir salários ou políticas de contratação — é olhar para um sistema inteiro que ainda opera com base em modelos masculinos de sucesso e com vieses invisíveis, muitas vezes inconscientes.

Principais barreiras enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho:


  • Desigualdade salarial: mulheres seguem recebendo menos por trabalhos equivalentes, especialmente em cargos executivos;

  • Interrupções de carreira: a responsabilidade pelo cuidado familiar ainda recai, majoritariamente, sobre elas;

  • Falta de representatividade: conselhos, diretorias e cargos estratégicos seguem dominados por homens;

  • Estereótipos de gênero: a liderança ainda é associada a um perfil “duro”, “objetivo” e “racional” — atributos historicamente valorizados nos homens;

  • Cultura da sobrecarga: muitas mulheres sentem que precisam provar mais, trabalhar mais e mostrar resultados dobrados para serem vistas como competentes.


Esse cenário forma um ciclo de autolimitação e exclusão institucionalizada, em que o potencial feminino é desperdiçado — e todos perdem.
Equidade de gênero não é caridade, nem concessão. É inteligência estratégica.

Estudos globais (McKinsey, BCG, Catalyst) comprovam que empresas com maior diversidade de gênero:


  • São mais resilientes em tempos de crise;

  • Têm maior capacidade de inovação e tomada de decisão;

  • Apresentam resultados financeiros superiores à média do setor;

  • Conseguem atrair e reter mais talentos qualificados;

  • Constroem marcas mais alinhadas com valores ESG e reputação positiva.


Empresas inclusivas performam melhor. Ponto.

Como podemos evoluir?

A mudança exige ação em várias frentes. Aqui estão caminhos possíveis:


1. Políticas corporativas inclusivas


  • Estabelecer metas claras de diversidade e promovê-las com responsabilidade;

  • Criar programas de mentoria e patrocínio para mulheres em cargos de média gestão;

  • Adotar práticas que favoreçam o equilíbrio, como trabalho híbrido, flexibilidade de horários e apoio à parentalidade.


2. Educação e capacitação


  • Investir em iniciativas que incentivem a participação feminina em áreas estratégicas (STEM, finanças, tecnologia);

  • Oferecer programas contínuos de desenvolvimento de liderança para mulheres;

  • Reconhecer e apoiar diferentes estilos de liderança — mais colaborativos, empáticos, intuitivos.


3. Cultura organizacional


  • Promover formações sobre viés inconsciente, com foco real em mudança de comportamento;

  • Valorizar ambientes com segurança psicológica, onde mulheres possam se posicionar sem medo;

  • Questionar estereótipos — inclusive os que romantizam o “sacrificar tudo” em nome da carreira.


4. Políticas públicas e parcerias institucionais


  • Apoiar a licença parental compartilhada, que redistribui o cuidado;

  • Estimular incentivos à equidade salarial e à contratação de mulheres negras, mães e 50+;

  • Combater todas as formas de violência e assédio de gênero, inclusive nos ambientes de trabalho.


O papel de cada um de nós

Se você é líder, gestor(a), empreendedor(a) ou profissional de qualquer nível, você tem um papel — e não é menor.

O avanço da equidade de gênero depende de ações no micro e no macro. No seu time, na sua fala, na sua contratação, na sua política de promoção.

Pergunte-se:


  • Quais mulheres estão tendo espaço para crescer na minha equipe?

  • Tenho dado feedbacks que fortalecem a confiança delas?

  • Como contribuo — ou perpetuo — as desigualdades invisíveis?


A equidade não é um favor. É uma necessidade coletiva para um futuro mais inovador, justo e sustentável.

🔁 Vamos continuar essa conversa?

Compartilhe este artigo com a sua liderança.

O que sua empresa tem feito para promover mulheres em cargos de liderança?

📚 Fonte principal:

 
 
 

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