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Você não entende de negócios se não entende de pessoas: o que Simon Sinek nos ensina sobre liderança e resultados sustentáveis

“100% dos clientes são pessoas.

100% dos funcionários são pessoas.

Se você não entende de pessoas, você não entende de negócios.”

Simon Sinek


Essa frase poderia ser apenas mais uma citação de LinkedIn, mas é um alerta direto à espinha dorsal das organizações. Negócios são, antes de tudo, sobre gente. E qualquer estratégia que ignore isso está condenada a perder relevância, performance e, em última instância, mercado.


Mas o que significa, na prática, “entender de pessoas”?

Significa reconhecer que a forma como lidamos com seres humanos determina os resultados que obtemos, não só em cultura organizacional, mas em lucro, reputação e longevidade empresarial.


Para CEOs e fundadores: cultura não é discurso, é comportamento diário

Um CEO que compreende de pessoas sabe que não basta desenhar a estratégia perfeita no papel se ela não estiver ancorada em um time motivado, engajado e emocionalmente seguro para executá-la.


O erro comum: tratar cultura como “departamento de RH” e não como alicerce estratégico.

Consequência: empresas com alto turnover, clima tóxico, líderes despreparados e pouca inovação real, mesmo com investimento em tecnologia e processos.

Exemplo real: Startups que escalam rápido, mas colapsam porque os fundadores não investiram em cultura, liderança ou escuta ativa. Cresceram em receita, mas faliram em pessoas.


O CEO que entende de pessoas:


  • Prioriza a cultura na mesma medida que o faturamento;

  • Cria espaços de confiança onde o erro é parte do aprendizado;

  • Investe em desenvolvimento humano com a mesma intensidade que investe em branding ou inovação.


Para Marketing: personas não bastam — é preciso empatia real

Entender de pessoas não é criar personas genéricas com nome e idade fictícios. É mergulhar nas dores, aspirações e crenças do público.

O erro comum: fazer campanhas focadas em “features”, ignorando o contexto humano do cliente. Consequência: mensagens que não conectam, que vendem produto, mas não criam marca.

O marketing que entende de pessoas:


  • Cria narrativas humanas, não apenas slogans;

  • Fala com o cliente como um ser emocional, não racional;

  • Constrói comunidade, não apenas audiência.


Exemplo prático: Marcas que humanizam sua comunicação e colocam o cliente como protagonista geram advocacy natural — o famoso “boca a boca” — que nenhuma verba de mídia substitui.


Para Vendas: números sem conexão geram churn, não fidelização

Vender é uma das atividades mais humanas do negócio. Exige escuta, empatia, timing e sensibilidade. Um bom vendedor entende o que o cliente quer resolver, não apenas o que ele quer comprar.


O erro comum: abordagem agressiva, focada apenas em meta, sem leitura do perfil e do momento do cliente. Consequência: vendas forçadas, clientes insatisfeitos e cancelamentos em curto prazo.

O vendedor que entende de pessoas:


  • Faz perguntas genuínas;

  • Oferece soluções personalizadas;

  • Cria relacionamento, não só transação.


Exemplo prático: empresas B2B que investem em treinamentos de inteligência emocional para seus vendedores melhoram a retenção de clientes e o ticket médio.


Para RH e lideranças: você não contrata cargos, contrata histórias

Talvez o maior impacto da frase de Simon Sinek esteja aqui: RH não lida com currículos, lida com seres humanos. E liderar é, mais do que delegar, compreender quem está do outro lado.


O erro comum: olhar para o colaborador como número de produtividade. Consequência: burnout, demissões silenciosas (quiet quitting), baixa inovação e perda de talentos estratégicos.

O RH e o líder que entendem de pessoas:


  • Ouvem com atenção e autenticidade;

  • Sabem que reconhecimento é combustível;

  • Estão atentos aos sinais de esgotamento, exclusão, assédio ou perda de propósito.


Exemplo real: empresas que adotaram práticas de escuta ativa, feedbacks contínuos e liderança humanizada viram o clima organizacional melhorar em 40%, segundo dados do GPTW Brasil.


E os resultados? Gente bem cuidada dá lucro sim. E muito.

Empresas que investem na dimensão humana colhem indicadores duros de sucesso:


  • Redução de turnover;

  • Melhoria na experiência do cliente (NPS);

  • Aumento de produtividade e inovação;

  • Employer branding fortalecido;

  • Redução de passivos jurídicos e reputacionais.


Lucro é consequência de relações saudáveis.

Foco exclusivo em números gera ansiedade e desgaste. Foco exclusivo em pessoas sem resultado também desequilibra. O ponto de equilíbrio está em entender que pessoas são o meio, o fim e a sustentação de qualquer negócio.


Reflexão final

Se tudo que sustenta sua empresa é feito por pessoas — do atendimento ao desenvolvimento de produto, da operação à gestão — por que ainda tratamos “soft skills” como secundárias?


A liderança do futuro não é aquela que entende de tudo. É aquela que entende de gente.

Porque, no fim, negócios são só o palco. O espetáculo, mesmo, é humano.


E você?

Como tem aplicado esse entendimento no seu dia a dia como líder, profissional ou empreendedor? Já viveu experiências em que o foco nas pessoas transformou o resultado?

 
 
 

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