Você não entende de negócios se não entende de pessoas: o que Simon Sinek nos ensina sobre liderança e resultados sustentáveis
- agostinimarcia
- Oct 21, 2025
- 3 min read

“100% dos clientes são pessoas.
100% dos funcionários são pessoas.
Se você não entende de pessoas, você não entende de negócios.”
Simon Sinek
Essa frase poderia ser apenas mais uma citação de LinkedIn, mas é um alerta direto à espinha dorsal das organizações. Negócios são, antes de tudo, sobre gente. E qualquer estratégia que ignore isso está condenada a perder relevância, performance e, em última instância, mercado.
Mas o que significa, na prática, “entender de pessoas”?
Significa reconhecer que a forma como lidamos com seres humanos determina os resultados que obtemos, não só em cultura organizacional, mas em lucro, reputação e longevidade empresarial.
Para CEOs e fundadores: cultura não é discurso, é comportamento diário
Um CEO que compreende de pessoas sabe que não basta desenhar a estratégia perfeita no papel se ela não estiver ancorada em um time motivado, engajado e emocionalmente seguro para executá-la.
O erro comum: tratar cultura como “departamento de RH” e não como alicerce estratégico.
Consequência: empresas com alto turnover, clima tóxico, líderes despreparados e pouca inovação real, mesmo com investimento em tecnologia e processos.
Exemplo real: Startups que escalam rápido, mas colapsam porque os fundadores não investiram em cultura, liderança ou escuta ativa. Cresceram em receita, mas faliram em pessoas.
O CEO que entende de pessoas:
Prioriza a cultura na mesma medida que o faturamento;
Cria espaços de confiança onde o erro é parte do aprendizado;
Investe em desenvolvimento humano com a mesma intensidade que investe em branding ou inovação.
Para Marketing: personas não bastam — é preciso empatia real
Entender de pessoas não é criar personas genéricas com nome e idade fictícios. É mergulhar nas dores, aspirações e crenças do público.
O erro comum: fazer campanhas focadas em “features”, ignorando o contexto humano do cliente. Consequência: mensagens que não conectam, que vendem produto, mas não criam marca.
O marketing que entende de pessoas:
Cria narrativas humanas, não apenas slogans;
Fala com o cliente como um ser emocional, não racional;
Constrói comunidade, não apenas audiência.
Exemplo prático: Marcas que humanizam sua comunicação e colocam o cliente como protagonista geram advocacy natural — o famoso “boca a boca” — que nenhuma verba de mídia substitui.
Para Vendas: números sem conexão geram churn, não fidelização
Vender é uma das atividades mais humanas do negócio. Exige escuta, empatia, timing e sensibilidade. Um bom vendedor entende o que o cliente quer resolver, não apenas o que ele quer comprar.
O erro comum: abordagem agressiva, focada apenas em meta, sem leitura do perfil e do momento do cliente. Consequência: vendas forçadas, clientes insatisfeitos e cancelamentos em curto prazo.
O vendedor que entende de pessoas:
Faz perguntas genuínas;
Oferece soluções personalizadas;
Cria relacionamento, não só transação.
Exemplo prático: empresas B2B que investem em treinamentos de inteligência emocional para seus vendedores melhoram a retenção de clientes e o ticket médio.
Para RH e lideranças: você não contrata cargos, contrata histórias
Talvez o maior impacto da frase de Simon Sinek esteja aqui: RH não lida com currículos, lida com seres humanos. E liderar é, mais do que delegar, compreender quem está do outro lado.
O erro comum: olhar para o colaborador como número de produtividade. Consequência: burnout, demissões silenciosas (quiet quitting), baixa inovação e perda de talentos estratégicos.
O RH e o líder que entendem de pessoas:
Ouvem com atenção e autenticidade;
Sabem que reconhecimento é combustível;
Estão atentos aos sinais de esgotamento, exclusão, assédio ou perda de propósito.
Exemplo real: empresas que adotaram práticas de escuta ativa, feedbacks contínuos e liderança humanizada viram o clima organizacional melhorar em 40%, segundo dados do GPTW Brasil.
E os resultados? Gente bem cuidada dá lucro sim. E muito.
Empresas que investem na dimensão humana colhem indicadores duros de sucesso:
Redução de turnover;
Melhoria na experiência do cliente (NPS);
Aumento de produtividade e inovação;
Employer branding fortalecido;
Redução de passivos jurídicos e reputacionais.
Lucro é consequência de relações saudáveis.
Foco exclusivo em números gera ansiedade e desgaste. Foco exclusivo em pessoas sem resultado também desequilibra. O ponto de equilíbrio está em entender que pessoas são o meio, o fim e a sustentação de qualquer negócio.
Reflexão final
Se tudo que sustenta sua empresa é feito por pessoas — do atendimento ao desenvolvimento de produto, da operação à gestão — por que ainda tratamos “soft skills” como secundárias?
A liderança do futuro não é aquela que entende de tudo. É aquela que entende de gente.
Porque, no fim, negócios são só o palco. O espetáculo, mesmo, é humano.
E você?
Como tem aplicado esse entendimento no seu dia a dia como líder, profissional ou empreendedor? Já viveu experiências em que o foco nas pessoas transformou o resultado?



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